Ela é real e está ameaçando todo um patrimônio cultural a nós legado para nos acalentar, instruir e principalmente inspirar novas criações para legados futuros. Pretende pasteurizar, pastichizar e corromper, e creia-me, está conseguindo. Entretanto...Alguém já teve essa idéia antes. Qual a outra versão dessa história ? 
Jim Reid, do mais do que lendário Jesus &Mary Chain resumiu bem a história :
“Para fazer um cover da música de outra pessoa é preciso pôr algo da sua alma ,do seu estilo, é preciso senti-la para então interpreta-la,, como se fosse uma música sua. Senão, você está só roubando a música de outra pessoa”. 
No Brasil , há muito a palavra “cover” _ substituindo a dita fora de moda “versão”_ é sinônimo de grana alta para executivos inescrupulosos e fama e sucesso instantâneo para 

bandas novas e/ou desvitalizadas carentes de idéias e/ou inspiração precisando urgente de um lugar ao sol na novela da tsc tsc_Globo e das consequentes paradas adolescentes . Melhor impossível, já que este público em sua grande maioria consome rápido o que lhe é oferecido, e no caso o santo do milagre não será reconhecido._só o milagre,, claro. E isso é fato para covers ou pior: para plágios, descarados de ritmos, arranjos e “levadas” principalmente de cunho “retrÔ”, tão na moda e lucrativo, que chamarei de cover disfarçado para ser bem generoso . A essa altura, aposto que você já lembrou de no mínimo um ou dois exemplos dessa violação injustificável. Quem afinal não teve alguma pérola protegida outrora pelo tempo e pela anonimidade arranhada em sua delicada superfície nacarada por algum espertalhão que além de tudo leva os louros por