
De certa maneira sim, no mínimo é um alarme que você deveria levar a sério.
A pessoa afetada reporta escutar uma zoeira na cabeça, com os mais diversos sons, campainha, sino, cachoeira, cigarra etc. Estes ruídos são conhecidos como tinnitus.
Só posso dizer que sim, o ruído prejudica o ouvido interno, e muitos jovens após um concerto Pop ou terem freqüentado uma discoteca reportam zoeira. Naturalmente que uma sobre carga sonora também pode acontecer no local de trabalho, como numa Obra por exemplo.
Certamente que não, isto depende da intensidade do ruído, do tempo de exposição, da freqüência, e ainda da sensibilidade do ouvido interno de cada um. Na maioria, a zoeira é temporária, mas pode durar dias, ou tornar-se permanente e neste caso deve ser procurado um médico para tratamento.
Encontramos pacientes, alias raros, nas quais o ruído podia ser escutado externamente. Na maioria das vezes são percebidos somente pela pessoa. Quando os ruídos atingem este nível trata-se da chamada Emissão Otoacústica, são na realidade emissões sonoras que saíam do ouvido, mas que não mantém nenhuma relação com o Tinnitus clássico. Estas emissões também estão presentes nos animais, um dia destes o dono de um Cão me procurou, dizendo que não conseguia dormir, porque o seu cão apitava pelas orelhas.
Primeiro deixamos que o paciente faça uma descrição do que diz ouvir, depois, por meio de um fone de ouvido lhe passamos o exemplo de alguns ruídos, para que possa caracterizar melhor o seu tinnitus. Quando determinamos a freqüência, podemos lhe enviar um ruído que se sobreponha ao tinnitus, provocando um chamado mascaramento, e assim também determinamos a intensidade do tinnitus.
Fundamentalmente qualquer pessoa pode se atingida, idoso ou jovem, mulheres e homens. O maior índice é conseqüência de enfermidades ligadas ao ouvido médio, ouvido interno, ou do sistema nervoso central, onde os sinais são processados. Mas também muitos outros fatores físicos e psíquicos podem influir.
Inflamação do ouvido médio nas crianças, Perda auditiva por doença das meninges ( meningite ), Tumor cerebral, diabetes, e muito importante, problemas na área da coluna cervical. Alias o tinnitus, também pode ser provocado por alguns medicamentos. Os pertencentes aos grupos dos diuréticos, antibióticos, cardíacos, e de combate ao câncer.
Porque todas podem contribuir à um deficiência de irrigação sangüínea das pequeníssimas células ciliares, responsáveis pela transformação dos sinais auditivos para o sistema nervoso.
Sempre se tem reportado sobre esta conexão, Estresse e Tinnitus. De fato sobrecargas e exigências em excesso, podem pela via indireta, conduzir a um tinnitus. Hoje, nós já podemos falar sobre um tipo de portador de tinnitus. Ele é introvertido, extremamente sensível, estressado, tem tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.
Não, o tinnitus não é fruto de imaginação, e o paciente de fato escuta este ruído.
Não, o contrario sim é possível, uma falta de irrigação sangüínea e outras enfermidades podem causar uma deficiência auditiva, e nos casos piores pode levar a uma surdez, aqui o tinnitus é apenas um coadjuvante que acompanha o problema.
Se o tinnitus estiver numa fase muito aguda, podemos recorrer a uma infusão a base de cortisona, temos tido alguns bons sucessos. O próximo passo é pesquisar a origem do tinnitus, enfermidades como inflamação do ouvido médio, problemas da coluna cervical, a possibilidades de um tumor na região do nervo auditivo. Se uma destas ou outras enfermidades foram identificadas como causadoras, devemos passar a terapêutica correspondente.
Nestes casos, procuramos fazer com que o tinnitus seja suportado pelo paciente da melhor maneira possível.
A solução mais elegante para mim, é fazer o paciente se desconcentrar do ruído, o que pode ser alcançado por um treinamento autógeno. Para pacientes mais jovens, recomendo adicionalmente a pratica de um esporte asiático como o Taekwondo ou Tai Chi, pois aqui são ministrados ensinamentos de meditação, onde a vontade se sobrepõe ao corpo. Existem algumas clinicas especializadas em tinnitus, que oferecem um acompanhamento psicológico e de Musiterapia por exemplo.
Isto depende muito da aceitação por parte do paciente de uma psicoterapia, da sua capacidade de concentração, necessário para o treinamento autógeno. Aqui o paciente aprende algo sobre as funções do organismo, relaxamento muscular, temperatura cutânea e irrigação, influindo através de técnicas especiais sobre o seu corpo. O paciente aprende a lidar conscientemente com o seu tinnitus, para modifica-lo, reduzi-lo, ou simplesmente ignora-lo.
Na nossa Clinica "Grosshadern" aqui em Munique, não obtivemos bons resultados. Em outras clinicas tem sido usada alternativamente com a terapia por infusão de cortisona.
O tratamento Ginkgo-Laser foi por nós examinado em quatro estudos independentes, em nenhum dos pacientes o tinnitus apresentou uma melhora. A acupuntura ao contrario, eu a considero válida como tratamento complementar, nos casos mais graves, em particular nos casos de contrações e terapias por infusão. Importante é que a acupuntura seja executada por um expert no assunto.
Podemos colocar no paciente os chamados mascaradores, que são aparelhos que imitam o tinnitus apresentado,
se sobrepondo ao tinnitus do paciente. Este ruído artificial é reportado como sendo menos incomodo que o tinnitus.
( N.T. Os fabricantes, em sua maioria deixaram de produzir estes aparelhos, porque a cada modificação do estado do Paciente,
pela ingestão de um medicamente por exemplo, muda a conformação do tinnitus no que tange a freqüência / intensidade e o aparelho tinha que ser readaptado)
Uma outra solução com excelentes possibilidades de êxito é a adaptação de um aparelho auditivo.
A maioria dos pacientes com tinnitus, tem em algum grau, maior ou menor, uma deficiência auditiva.
No tratamento desta deficiência temos uma excelente oportunidade de atuar sobre o tinnitus, havendo uma melhora sensível em relação a sua tolerância. Para a maioria dos pacientes a fase critica da perturbação do tinnitus é a do pré-sono. Para desviar a concentração do paciente nesta fase, pode ajudar a presença de uma musica suave, o borbulhar da água num aquário próximo, e até um daqueles despertadores antigos com o seu tic-tac alto, tem contribuído para a desconcentração.
Em princípio os pacientes podem fazer viagens aéreas, a única exceção é quando estão resfriados e sofrerem a obstrução do tubo de eustáquio, neste caso a pressão pode intensificar o tinnitus.
N.T. As orientações da Dra. Karin, são coincidentes com as orientações da The American Tinnitus Association num trabalho publicado pelo Dr. Joseph Bradfield do Dep. de Otorrinolaringologia da UTMB, Grand Rounds., que alerta: O tinnitus é um sintoma e não uma enfermidade !
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